O novo filme do diretor capixaba, Rodrigo Aragão, é esperado com muita expectativa.
Afinal, o monstro chupacabras que desde a década de 90 passeia pelo imaginário popular,
finalmente é personificado no cinema nacional. Com o longa de quase dois anos de
produção, temos o privilégio de apresentar ao mundo a primeira versão brasileira
de um monstro 100%latino-americano.
Para tanto, Aragão abusou da complexidade nos Efeitos Especiais, a especialidade
da casa. Com mais de um ano de pesquisa e testes, a fantasia teve cinco edições
e progrediu de seis para duas horas de maquiagem ao longo da realização do projeto
de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).
E o chupacabras não é a única estrela dos Efeitos Especiais. A caracterização do
personagem Velho do Saco, interpretado pelo jornalista Cristian Veradi, de Porto
Alegre, levou quatro horas de maquiagem. A figura, um dos elementos mais sinistro
do filme, troca de pele num ritual maligno.
Na equipe, parte da trupe do cultuado Mangue Negro (2008), Kika Oliveira, Walderrama
dos Santos, Reginaldo Secundo e Markus Konká e novas personalidades: Afonso Abreu,
Margarete Galvão, Mayra Alarcón entre outros. Inclusive realizadores de Santa Catarina
e São Paulo, nomes de grande contribuição para o cinema de gênero brasileiro: Petter
Baistorf e Joel Caetano. Além dos artistas da vila de pescadores de Perocão, Guarapari/ES.
Na música incidental, o filme explorou a diversidade de ritmo e estilo. Harmonia
que dão o tom regionalista de bandas capixabas como, Pé do Lixo, Banda de Congo
Panela de Barro de Goiabeiras, Grupo Manguerê, e, revisitação das composições do
saudoso Jaceguay Lins, regida pelo maestro Helder Trefzger, executada pela Orquestra
Filarmônica do Espírito Santo. A participação da banda goiana Vida Seca, trouxe
batuques pesados do Centro do país.
Com uma trajetória de sucesso, o filme A noite do chupacabras vem para consolidar
a carreira de um dos mais promissores cineastas da nova safra do cinema de gênero
brasileiro: Rodrigo Aragão.
Trailer Oficial